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Mensagens

Juntas de Freguesia - A favor da eliminação

É talvez o único tema em que estou de acordo com o actual Governo. Já antes deste vir defender esta ideia da eliminação das juntas de freguesia que eu defendia essa medida. Não faz sentido que as maternidades possam ser colocadas a centenas de quilómetros de distância que para lá se chegar é preciso passar por estradas sinuosas e por vezes em más condições de circulação mas as juntas de freguesia tenham que ser ali ao lado, para fazer o quê não sei. E não sei porque vivo à 10 anos numa freguesia de um conselho limítrofe de Lisboa, comprei casa, mudei-me, tratei de toda a documentação de licenças, imi's, imposto daquilo, planta assim, planta assado e quantas vezes tive que me deslocar  à junta de freguesia a que supostamente pertenço? Nenhuma, zero. Tudo o que até hoje tive que tratar de burocracias que estão ligadas ao facto de viver naquele local não passam pela junta. Tudo foi sempre tratado na Câmara que verdade seja dita não é muito longe da minha residência e posso por isso...

Impotência

Ligo a televisão e vejo que a crise está para ficar, uma atrás da outra, desfilam noticias sobre o desmoronar de uma sociedade uma dia próspera e desenvolvida. Imagens da Grécia em apuros, taxas de desemprego recorde um pouco por toda a Europa. Portugal junta-se a este rol de desgraças. Vemos os mesmos de sempre a ficar com tudo e a fugir às regras que deviam ser para todos e o resto da população a ficar cada vez mais pobre e miserável. Sucedem-se histórias de pessoas que num dia tinham uma vida dita normal e noutro estão na rua sem mesmo um tecto para pernoitar. Pessoas com formação, com experiência profissional válida em qualquer organização de que qualquer país se devia orgulhar, definham sem encontrar emprego e sustento. A tudo isto assisto pela televisão, através de outros, com um filtro e pergunto-me que consigo eu fazer para alterar esta situação. Sinto-me impotente. No outro dia passei por um sem abrigo, sujo, com os vários sacos que carrega atrás de si, não fiz nada e sinto-m...

Esta distribuição destroi a diversidade e o empreendedorismo do país

Aparentemente a solução para o desemprego português passa pelo empreendedorismo. Os jovens desempregados deveriam todos de ter ideias inovadores com as quais seriam capazes de quebrar o 'status quo' e criar valor para o país. Esta visão de empreendedorismo é extremamente curiosa porque reside no princípio que sem qualquer custo para o país, agarramos em jovens sem esperança e dotados de  cursos com cada vez menos qualidade, e por magia, ops, criatividade, inovação nasceriam empregos para todos. Mas o mais curioso é que este país sempre foi um país de empreendedores, ou não tivesse uma das taxas mais altas de PME's da europa, na sua maioria de empresas familiares. Em que os jovens eram treinados desde pequenos a tomar iniciativa e a correr os próprios riscos. Contudo nos últimos anos o que se têm feito é dar uma machada enorme neste empreendedorismo em prol da grande distribuição. Espaços comerciais destes distribuidores têm aberto em todo o país a um ritmo elevado sem p...

Decisão do Presidente Sul Coreano

Com uma cultura milenar, o Oriente já nos ensinou e nos trouxe tanta sabedoria, e do Oriente nos chegam mais ensinamentos. O presidente Sul Coreano entendeu que se o limite de horas extras fosse delimitado,  essa medida iria permitir aumentar o work life balance dos trabalhadores e criar mais postos de trabalho. Talvez pudessemos combinar um encontro entre a Troika, a Merkel e o Passos Coelho e o presidente   da Coreia do Sul pois há aqui ensinamentos, ideias fora da caixa que estes senhores estão claramente a precisar para ver se mudam o discurso e as medidas, pois não parecem entender que estas medidas também não aumentam a competitividade nem melhoram o ambiente social que se vive nos dias de hoje na Europa. Partilho com os meus leitores a noticia na integra. É preciso pensar diferente para encontrar soluções, as soluções propostas e que se vivem hoje na Europa estão claramente gastas. Precisamos de um novo modelo, porque não este?  2012 The Korea Herald (Yonhap ...

Demita-se Sr. Presidente

Depois do 3º aumento dos títulos de transporte terem ocorrido num espaço de um ano, depois do aumento da carga fiscal a que assistimos, depois do corte dos subsidios de férias e natal, tudo em nome da austeridade e de que o país precisa de dinheiro para pagar as suas divídas, somos surpreendidos pela mais incrível declaração de que há memória de um Presidente da República. O Sr. Presidente acha que tem uma pensão pequena pois apenas tem 1300 eur da pensão como professor universitário e outros cerca de 6000 euros das funções exercidas no Banco de Portugal e pasme-se, tudo porque fez o enorme sacrificio de prescindir do ordenado como Presidente da República e apenas tem depósitos e aplicações financeiras que ascendem fácilmente a 700 000 mil euros. Este é o mesmo Presidente que vem "ensinar-nos" a ser poupados, este é o mesmo Presidente que se acha acima de qualquer suspeita e que não tem que dar explicações sobre o rendimento astronómico que teve com a venda das acções do BP...

No Coments

Os portugueses têm características especiais muito difíceis de se apagar com o tempo. É uma espécie de ADN adquirido, que mesmo defeituoso continua a grassar. Hoje trago aqui a irresponsabilidade das pessoas que têm cargos políticos, gerindo os mais diversos assuntos dos cidadãos através da sua actuação nas mais diversas áreas. Sempre que essas falham ou os organismos e empresas que superentendem colapsam na sua missão furtam-se em dar a cara, em fazer uma apreciação ou comentário público ao sucedido à comunidade, que em boa verdade lhes paga através de impostos, incentivos ou benefícios. Então, quando algo corre mal e a Comunicação Social quer saber pormenores para informação dos cidadãos, o habitual ( o tal ADN defeituoso) é: "Não comentamos" , " estamos indisponíveis" ou " a pessoa indicada para responder está ausente". Curioso não é ? Cito aqui apenas 2 casos para não ser enfadonho, dos quais estes e muitos mais podemos encontrar se quisermos dar...

Justiça... ou nem por isso

*Participação Especial Conto hoje com a participação de um convidado especial que faz aqui uma reflexão sobre o Estado de Direito e a nossa Justiça ou falta dela. Começo hoje a minha apreciação como cidadão sobre o meu País. Estamos num beco sem saída em que as habitações são o deficite, economia, justiça, saúde, educação e desemprego. Parece-nos a todos urgente encontrar essa saída, que tarda pelas mãos dos nossos governantes e da União Europeia. Hoje debruço-me sobre a Justiça. Qualquer Estado de Direito e Democrático tem como base ou pilar a sua Justiça. Infelizmente a nossa Justiça há muito que perdeu a confiança da grande maioria dos portugueses.Os deputados fazem as Leis à medida das suas conveniências partidárias, os juizes têm para casos identicos critérios diferentes e os advogados usam todos os truques legais para fintarem a Lei, prolongando no tempo os processos com recursos, incidentes, requerendo perícias mesmo desnecessarias e arrolando um rol imenso de testemunhas ...